IX Jornadas de Comunicação Social
A Liberdade da Arte

valter hugo mãe, escritor e editor, referiu que a sua “cabeça nasceu a 25 de Abril de 1974”. Sempre dentro da temática da liberdade, falou da diferença existente entre os conceitos de tolerância, que é “para tolos” e de aceitação e afirmou que “só os tolos estão convencidos de que já não é preciso resistir”. Carolina Leite, directora do museu Nogueira da Silva e docente da UM, defendeu a necessidade que todos devem ter de não se limitar ao produto simples, à simplificação da reprodução. “Tudo menos light”, afirmou a docente, referindo-se aquilo que pode ser consumido como arte. João Negreiros, actor, dramaturgo e encenador, foi o último convidado a intervir no painel da manhã. Afirmou nunca se ter sentido livre e que existe uma certa “Comunicação Social que não vê as coisas”. Em relação à “sua” arte, João Negreiros considera que existe um certo desconhecimento que gera incompreensão por parte do público. “Se as pessoas não sabem o que é teatro convencional, como poderão saber o que é teatro de vanguarda?” inquiriu, quando falava de uma incapacidade das pessoas em geral de criticarem o que viam, quer por falta de bases para o fazer, quer por partirem de pressupostos errados (como o de que uma peça tem que ser boa só porque está em cena no Teatro Nacional). Terminou a sua intervenção explicando que, na sua perspectiva, os órgãos de informação não se substituem, apenas se complementam.
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